LAGOA DA PRATA-82 ANOS
Praia Lagoa da Prata
História de Lagoa da Prata
Historia de Lagoa da Prata
Sua origem data do século XIX (1896) e seu fundador foi o Coronel Carlos José Bernardes Sobrinho que deu nome ao município de “Pântano” devido a região alagadiça em que se encontrava na época. Mais tarde passou a ser chamado de São Carlos do Pântano. Em 1923 é elevado a distrito. Seu nome atual origina, segundo crenças, do reflexo do sol nas águas limpas da lagoa que refletiam a cor prateada informada por padres missionários em visita à região.
Criação do Município 27 de Dezembro de 1938
Padroeiro da Cidade: São Carlos Borromeu – Conheça o Padroeiro São Carlos Borromeu
Área de 443 km² , clima ameno, altitude que variam entre 620 m e 920 m
Gentílico: Lagopratense
População estimada para 2019: 52.165 habitantes.
Código de Endereçamento Postal – CEP – 35590-000 (Mudou em 01/12/2020)
DDD (37)
04 de Novembro – Dia do Padroeiro da Cidade
27 de Dezembro – Aniversário da Cidade
ASCENSÃO HISTÓRICA – LAGOA DA PRATA
“Em 1789, ao desmembrar-se de Tiradentes, foi criado o município de Itapecerica constituído de 34 distritos (ou divisões) chamados ordenanças do reino. Dentre eles, havia uma parte chamada de Pântano, a 12ª localizada. Outra era Santo Antônio do Monte.
A decadência das minas gerais, na Província, ocasionaram certa evasão de mineradoras à busca do ouro descoberto no outro lado do Rio São Francisco em Goiás Velho e Paracatu. Essa afluência ocasionou o deslocamento de pessoas nas margens são-franciscanas, inclusive buscando a Picada de Goiás – próxima do reduto – e o Pântano começou a ser povoado.
Na Segunda década do século XIX, um português chamado Manuel Novato, ao adquirir certa área rural, perto do lugarejo, construiu um aterro a frente de um brejo, onde uma lagoa foi formada. Eram buscados recursos hidráulicos para atenderem artifícios utilitários.
No ano de 1841, os irmãos Francisco e Alexandre, filhos de Fortunato José Bernardes – vindos de Carmo da Mata (junto a dois outros irmãos: Carlos e Amâncio) – assumem o controle da passagem sobre o Rio São Francisco. Pouco depois, um filho do Francisco, de nome Carlos José (que havia se casado na cidade Oliveira e se tornara viúvo), casa-se com Alexandrina, sua prima, filha do Alexandre, quando edifica um sobrado, próximo à lagoa e passa a morar no palacete que mais tarde tomou o nome de “Museu Dona Alexandrina”. Era 1875.
Anos antes, em 1862, quatro Missionários Franciscanos, liderados por D. Eugênio Maria de Gênova, passando por ali a caminho de dos lugares – objetivo de suas pregações religiosas – viram a beleza da lagoa sem nome e encantados com o panorama, deram-lhe o nome de Lagoa das Pratas, conforme a história registra. Esse nome foi sofrendo alterações a pronuncia até formalizar-se: Lagoa da Prata.
Após ter-se tornado num homem riquíssimo, e até motivando o título de “coronel”, Carlos José Bernardes Sobrinho e dois cunhados: Alexandre e Rodolfo, além de Cirilo Maciel, traçaram certa área urbana, mandando edificar uma capela no centro. Era o Pântano em organização e a chegada do fim do século XIX.
Subitamente morre o Coronel Carlos Bernardes no dia 2 de Janeiro de 1900. Chamado a celebrar a 1ª missa na capela ainda em construção, o Monsenhor Otaviano José de Araújo, vigário de Santo Antônio do Monte dá a capela o nome de São Carlos e, numa homenagem ao grande líder desaparecido, conclama o povo a alteração do nome do lugar que passa a chamar-se São Carlos do Pântano.
Em fevereiro de 1916, ao criar-se a via ferroviária da região, foi dado a estação daqui o nome da lagoa. E em fevereiro de 1925 o povoado é elevado á categoria de Distrito quando recebe o nome da estação, noutra mudança à toponímia: Lagoa da Prata.
Com a criação do Bispado de Aterrado, em 1923, no mês de Julho de 1932 o Bispo Diocesano Dom Manoel Nunes Coelho criou a Paróquia de Lagoa da Prata que passa ter São Carlos Borromeu por orago ou protetor.
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